ARTESÃO DA LITERATURA

terça-feira, 10 de março de 2020

Dia da Mulher. Teu dia! - por Renato Trezena de Brito


tens um dia, temos um tempo de reflexões
lembrar do ontem, perseverar no presente
quem dera amanhã tu não tenhas um dia,
nem feminicídio, nem machismo ou misoginia
que tudo seja bem diferente e sem diferença!

é impressionante o que se faz com a vida
o que fizemos e ainda fazemos com você
chega de ter sido e de ser sempre assim
entendemos os por quês e não mudamos



em cada frase que nós silenciamos
muitas sentenças ardem e queimam,
chamas dos nossos próprios pecados:
é o salário desigual que não lhe honra
é a jornada excedida que não se mede
é o tratamento indigno que se concede
tantas crueldades e tantos atentados...

doravante, como sempre deveria ser,
que toda vez que lhe tocarem
seja um ato de respeito e amor
conjugado no verbo compartilhar
sem diferença, nem indiferenças!

vamos andando enquanto podemos
temos que encontrar outro caminho....


reconhecer nossos abusos e insultos
são apenas uma janela que abrimos;
os crimes sem castigos
jamais poderão perdurar...

no deserto que criamos
toda vez que o sol se põe
é preciso ter consciência
que já não basta ser bom
não se pode ficar calado
temos que impedir o mal
que ainda insiste, persiste
mesmo fora das sombras
em plena luz do dia
nos escritórios, nas ruas, nos lares...

hoje ainda tens um dia,
mais do que belas flores
há um pedido de perdão
por tudo o que foi feito
e pelo o que não foi evitado
pelas dores que lhe marcaram,
mais o coração do que o corpo!

hoje, quando lhe vi,
só pensei em respeito e igualdade
todo o reconhecimento devido
a você que é dotada da arte,
da magia, da determinação
e do encanto de SER MULHER!!!

Feliz todo o dia a dia da Mulher!!!
(RTB - 08/03/20)



ARTESÃO AMIGO  

RENATO TREZENA DE BRITO


Nascido em Campos do Jordão, em 17 de outubro de 1964. Formado em Jornalismo; MBA em Economia e Gestão de Organizações de Saúde e Especialização em Gestão de Serviços. Trabalhou no DCI - Diário do Comércio (1990) e na Petrobras (1987 até 2019). Recém aposentado se dedicará a poesia que trabalhou ao longo do tempo, descrevendo detalhes do cotidiano e de datas importantes do calendário nacional.

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